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Texto | Andréa da Silva Spalding

Glamouroso por essência, ele está sempre presente para os brindes da ocasião. Falamos do espumante, é claro! De uns anos para cá, é degustado não só em comemorações e ocasiões tradicionais como também diariamente, tanto em casa ou em saídas para bares, restaurantes e happy hours. Servida em esbeltas e elegantes taças, a bebida cheia de charme não foi desenvolvida ou inventada em um momento específico por alguém. É vinho que evoluiu ao longo dos anos até chegar ao que conhecemos hoje, somando às diversas técnicas de vinificação.

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Chamado de espumante por ter espuma na sua composição e no seu visual, as primeiras pessoas que trabalharam na elaboração da bebida, na região francesa de Champagne, queriam, na verdade, controlar a pressão do gás carbônico que fazia estourar as garrafas. Isso, sem intenção alguma de inventar, de fato, um novo tipo de vinho, explica o diretor Comercial e de Marketing da Vinhos do Mundo, Leocir Vanazzi. Além da fermentação alcoólica, quando os açucares transformam-se em álcool, o espumante é um vinho que passa por uma fermentação carbônica, a chamada segunda fermentação. “É nesta segunda fermentação que o espumante adquire a sua característica principal, que é o gás carbônico”, enfatiza.

Vanazzi destaca que se pode chamar de boa qualidade um espumante que apresenta de forma agradável e prazerosa a acidez e o frescor. “Num bom espumante, a percepção do gás carbônico não pode ser agressiva ou desequilibrada, tem de convidar a que se beba outra taça.” Logo, não existe uma regra sobre qual espumante é melhor, se os mais secos ou os mais doces. Depende muito do gosto subjetivo do consumidor, ressalta o executivo da Vinhos do Mundo. “Há um pouco de preconceito quando se pensa que somente os espumantes secos são de qualidade diferenciada.”

Particularidades

É sempre importante salientar que o champagne é um espumante elaborado na região francesa de Champagne. Fora desta região, o espumante não pode ser chamado legalmente de Champagne, devido a uma proteção da denominação de origem. Vanazzi comenta ainda que já passou a época na qual os espumantes eram consumidos somente no Réveillon, formaturas e casamentos. “O espumante deixou de ser um produto de consumo sazonal, sendo hoje apreciado o ano todo.”

Hórus, para acertar no paladar

Em sua constante busca para proporcionar as melhores opções em vinhos, a Vinhos do Mundo desenvolveu sua própria linha de espumantes. Com o mesmo terroir da serra gaúcha e diferentes uvas e composições, pode-se escolher entre as versões Brut, Demi-Sec, Moscatel, Blanc de Blancs e Lote 1, esta última ideal para harmonizar frutos do mar, pratos leves de carnes brancas ou sushi.

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Champanharia

Inaugurada em agosto deste ano, a Pata Negra, no Centro de Porto Alegre, além de localizar-se no mesmo endereço onde, por muitos anos, funcionou uma renomada champanharia, segue o mesmo estilo da antiga casa. Evidentemente, com novidades tanto nos rótulos como no cardápio, que leva a assinatura da chef Flavinha Rossa Mello.

O local é extremamente convidativo à degustação de espumantes, observa o proprietário Iuri Lemos, empresário da noite porto-alegrense há mais de 15 anos. “A Pata Negra tem um estilo todo próprio. Funciona num casarão, na rua Duque de Caxias, esquina com a rua Bento Martins, construído em 1920, e no qual fiz questão de manter suas características rústicas da época.” Dizendo-se um apreciador de espumantes e não um entendedor, Iuri conhecia e frequentava a antiga champanharia. “Sempre gostei da harmonia e do charme da casa, que é muito acolhedora.” Tudo que espera é que os clientes cheguem e recebam toda atenção no atendimento e que se sintam muito confortáveis para aproveitar o ambiente e suas diversas alternativas em termos de espumantes e gastronomia. “Quero que tenham vontade de voltar.”

O nome Pata Negra foi inspirado na Espanha, local onde foram lançadas as primeiras champanharias, conta Iuri. A casa oferece hoje cerca de 50 rótulos de espumantes, incluindo também os champagnes franceses, além de vinhos, cervejas artesanais, pratos diferenciados e sobremesas. “Incrementamos nosso cardápio para que o cliente possa degustar o espumante de sua preferência harmonizando, ao mesmo tempo, com opções de petiscos, que levam a Pata Negra como complemento, ou de uma receita mais substancial, como os risotos.” Para sobremesa, crepes de diferentes sabores.

A novidade da casa é o Bee, marca que brinda a diversidade, um espumante brut, com uma dosagem um pouco maior de açúcar, justamente para dar a leveza que possui.  A formulação do líquido foi feita especialmente por Manuela Oltramari, Master in Wines Business, juntamente com o enólogo Gabriel Caríssimi. “Além da qualidade suprema, pois fomos avaliados com 91 pontos pelo renomadíssimo sommelier Alex Ordenes, o que nos coloca no ranking de melhores espumantes do Brasil, consequentemente do mundo, nossas uvas são todas colhidas à mão, nos melhores vinhedos da região dos espumantes brasileiros,  Garibaldi.” Ela salienta ainda que o Bee é feito com 100% de uvas Chardonnay, o que faz com o que espumante seja muito elegante e com boa estrutura.

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