Setembro é o mês das Ostras no Ponta dos Ganchos

Além do menu, outro destaque deste ano é o workshop sobre a história da produção dessa iguaria em Santa Catarina

Para celebrar o período do ano de maior produção de ostras em Santa Catarina, o Ponta dos Ganchos Exclusive Resort apresenta mais uma vez uma experiência gastronômica especial durante o mês de setembro. Sob o comando do chef executivo José Nero, o hotel promete surpreender seus hóspedes com um menu de quatro entradas, quatro pratos principais e três sobremesas que valorizam a ostra como ingrediente principal.

Entre as criações desta edição está o ceviche de ostras baby com tucupi e pimenta dedo-de-moça, receita que encantou no ano passado, e novidades como o blanquette de ostras com leite de coco, capim santo, cogumelo paris e purê de cará – esta, dedicado ao francês Laurent Suaudeau, um dos ícones da gastronomia franco-brasileira, com quem Nero já trabalhou no resort quando Suaudeau foi chef consultor. “Ele foi o grande responsável por transformar a nossa culinária nos anos 1980, ao introduzir ingredientes brasileiros às tradicionais técnicas francesas”, elogia Nero. O menu com pratos elaborados com a iguaria é complementar ao à la parte do restaurante, que segue como sugestão durante a hospedagem.

E para os hóspedes que se interessarem e quiserem saber mais sobre o cultivo das ostras no estado de Santa Catarina, reconhecido como o maior fornecedor do molusco no Brasil, com 95% da produção nacional, o hotel organizou um workshop sobre o tema com o chef Nero e Vanessa Nascimento, uma expert na área e engenheira de aquicultura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Queremos contar um pouco sobre como o estado começou a se destacar na produção sustentável da ostra, quais são os tipos encontradas por aqui e porque elas se adaptaram tão bem”, entrega.

Sabe-se que o clima e as águas do litoral catarinense, mais frias e ricas em microalgas, são alguns dos motivos para o sucesso do cultivo da Crassostrea gigas, ostra de origem japonesa e a mais consumida no Brasil. “Mas também queremos falar sobre a ostra nativa da região, que já faz parte do nosso menu. Menor, com sabor mais suave e adocicado, chamo ela de ostra baby”, diz o chef.

Para quem se interessar no bate-papo, não vão faltar curiosidades, como quando Nero decidiu unir capim santo, açúcar e ostra e criar um sorbet. Ou quando o chef surpreendeu os amigos com um brigadeiro de ostra. Tudo, claro, com direito a degustação.



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