
Quando a arquitetura vira destino
Publicado em 8 de janeiro de 2026
Shana Lima e Cadu Mayresse inauguram um modelo inédito de casas completas, autorais e prontas para viver, onde paisagem, sensibilidade e estratégia constroem um novo capítulo do alto padrão no Brasil. Com esta edição quase na gráfica, eles comemoram outro feito, recebendo mais um prêmio internacional, o “The Internacional Design Award 2025”
Há arquitetos que dominam a técnica e há aqueles que dominam a sensibilidade. Cadu Mayresse sempre pertenceu à segunda linhagem – a dos criadores que leem território como quem lê pele, história e tempo, desenhando casas como capítulos de vida. Seu gesto arquitetônico nasce da escuta: da luz, da topografia, do silêncio, dos materiais que atravessam gerações.
É a partir desse olhar, amadurecido em mais de duas décadas de obra e experimentação, que surge agora a Mayresse Lima — empresa lançada pelo arquiteto ao lado de sua esposa e parceira de negócios, Shana Lima. A marca nasce como um desdobramento natural de suas trajetórias: enquanto Cadu amplia seu campo de criação para desenvolver casas completas, inteiras, concebidas com a mesma honestidade estética que marca seu trabalho autoral, Shana transforma essa visão em estratégia, marca e posicionamento.
A proposta da Mayresse Lima não é apenas projetar residências, mas criar casas já prontas para serem vividas — não só como produtos imobiliários, mas como expressões de um pensamento arquitetônico coerente, maduro e profundamente pessoal. Residências de altíssimo padrão que já nascem como destino, narrativa e experiência.
Ao lado de Cadu, Shana exerce papel fundamental no nascimento da empresa. Dona de carisma e leitura de mercado apurada, ela conduz toda a concepção conceitual da marca: do naming à identidade visual, dos estudos estratégicos ao branding. Se Cadu lidera a “linha de produção” arquitetônica — vasta, técnica e complexa —, Shana é quem estrutura tudo o que sustenta o negócio para além do projeto: posicionamento, comunicação, relacionamento e visão empreendedora.
Com a estreia da Mayresse Lima, Cadu e Shana inauguram um novo gesto conjunto: um modelo em que olhar apurado, curadoria arquitetônica impecável e visão de marca convergem para criar casas que chegam ao mercado como peças completas de vida: inspiradoras, únicas e prontas para serem habitadas.
Há encontros que mudam a vida
E há encontros que mudam a arquitetura. Foi assim com Cadu e Shana – ele, um arquiteto guiado pela intuição e pela matéria; ela, uma leitora de marcas, comportamentos e futuro. Juntos, apresentam um modo singular de transformar paisagem em propósito. E assim apresentam a Mayresse Lima, um projeto que nasce como extensão natural da vida que constroem a dois.
A dupla assina casas que carregam suas próprias coordenadas afetivas: a precisão de Cadu, que lê terreno como quem decodifica poesia geológica, e a sensibilidade de Shana, que enxerga experiência e significado onde há quem veja apenas produto. Não há exagero em dizer que o movimento ressignifica e inaugura uma nova forma de habitar: casas raras, inteiras, prontas para viver – concebidas com a mesma densidade emocional com que constroem a própria história.
A novidade não está apenas na entrega de imóveis prontos, mas na forma como ela acontece. Cadu une duas décadas de experiência em arquitetura contemporânea, entendimento do comportamento do público de alto padrão e uma curadoria extrema de materiais, tecnologias e acabamentos. Assim, cada casa nasce como se fosse criada para um cliente exclusivo, ainda que o primeiro proprietário seja a própria Mayresse Lima.
É aqui que o mercado de alto luxo ganha um capítulo inédito no país: residências inteiras, do terreno ao último detalhe, com curadoria de experiências para morar. Um produto raro, onde arquitetura, paisagem, materiais, luz e afeto operam em uníssono.
“Os clientes sempre nos pedem um produto pronto, mas sem abrir mão da arquitetura autoral. A Mayresse Lima surge justamente para atender esse desejo: casas completas, em locais extraordinários, com a mesma qualidade que oferecemos aos nossos clientes de projeto”, afirma Cadu.
O cenário é a primeira matéria-prima
A leitura quase geográfica de Cadu ancora a boa nova, em flertes com paisagens. Em Gramado, no condomínio Laken, uma joia topográfica com vistas irrecusáveis e exclusivas na Serra Gaúcha, ele e Shana identificaram terrenos onde o horizonte se oferece como parte da planta baixa. Ali, adquiriram dois lotes, incluindo aquele que ambos consideram “o melhor terreno do condomínio”. A implantação das primeiras casas partiu da relação do projeto com o entorno: lago, pôr do sol, topografia e privacidade são tratados não como paisagem acessória, mas como elementos estruturadores. Refúgios onde a modernidade se converte em quietude. É o tipo de arquitetura que não grita presença. Ela se oferece, suave.
No litoral gaúcho, também seguem esta lógica: localização não como cenário, mas como força estruturante. Um terreno em condomínio de um dos destinos mais valorizados para casas de veraneio no litoral gaúcho. Esta será a terceira casa da Mayresse Lima, cuja implantação permanece em sigilo e será revelada em 2027.
A escolha desses cenários não é fortuita. “São destinos que unem qualidade de vida, infraestrutura e potencial de valorização, mas também despertam o desejo por casas exclusivas, conectadas à natureza”, destaca Cadu.
Casas do futuro
Cada residência nasce sob os princípios que moldam o DNA da Mayresse Arquitetura: volumetria contemporânea, grandes vãos que respiram, integração absoluta com o entorno, materiais autênticos, texturas que resistem ao tempo e um minimalismo caloroso, jamais árido.
O diferencial está na curadoria. Automação completa, sistemas de climatização integrados, esquadrias premium, marcenaria artesanal, iluminação cênica, aquecimento, revestimentos naturais e seleção criteriosa de mobiliário compõem o padrão das casas, entregues totalmente finalizadas.
“Nosso público já vivenciou o melhor do mundo em viagens, hotéis e experiências. Eles querem isso em casa, pois reconhecem valor, não custo. Por isso, entregamos ambientes prontos, funcionais e com tecnologia embarcada”, comenta Shana.
Aqui, até o chuveiro importa. As ferragens contam histórias. O gourmet carrega precisão. Cada escolha é uma decisão editorial.
Contemporaneidade que não envelhece
Desde o início, Cadu escreveu sua carreira sobre uma convicção: arquitetura contemporânea só é verdadeira quando resiste ao tempo. Por isso, faz anos que adota práticas que hoje são consenso: luz natural abundante, materiais reais, volumetria limpa. “Tecnologia muda. A essência, não. É isso que faz uma casa atravessar décadas”, afirma.
O resultado dessa filosofia aparece de forma clara em obras, como uma casa no litoral, entregue há sete anos, mas que parece recém-finalizada, fresca, perene, à prova de modismos.
Ajudam a construir esse repertório disruptivo experiências globais, essenciais na agenda do casal: viagens constantes, visitas a feiras internacionais como Milan Design Week e BAU Munique, e uma curiosidade permanente por inovação alimentam o processo criativo de Cadu e Shana. Tecnologias emergentes – como automação baseada em inteligência artificial – estão sempre no radar.
“O que trazemos do mundo não é tendência, mas solução relevante. Nada que seja passageiro entra na nossa arquitetura”, diz Cadu.
Criatividade e gestão a muitas mãos
Em um mercado em que a arquitetura costuma se apoiar apenas na criatividade, Shana e Cadu estruturaram uma empresa com visão de negócio. A Mayresse Lima apoia-se na equipe multidisciplinar completa da empresa mãe, a Mayresse Arquitetura, que conta com profissionais de arquitetura, interiores, operações, comunicação, processos legais, marketing, maquetes eletrônicas e financeiro.
É essa engenharia de bastidores que permite às duas empresas, Mayresse Lima e Mayresse Arquitetura atuarem simultaneamente em diferentes regiões do país, com cada etapa acompanhada de perto pelo time. Só em São Paulo, a Mayresse Arquitetura mantém seis obras em andamento: duas casas em Itu, previstas para entrega no primeiro semestre do ano que vem; outra no Morumbi, cuja obra tem início marcado para fevereiro; uma nos Jardins, uma quarta em São José do Rio Preto e outra em São João da Boa Vista, também programada para ser concluída na metade de 2026. Ainda na região Sudeste, o escritório tem duas obras em execução em Uberlândia.
No Rio Grande do Sul, onde a Mayresse consolidou uma presença consistente ao longo dos anos, a força da atuação se evidencia em um portfólio robusto de casas de alto padrão entregues anualmente no interior e no Litoral Norte. Atualmente, há uma obra em execução em Lajeado, com entrega prevista para 2027, além de três projetos simultâneos em Flores da Cunha e Caxias do Sul, cidades vizinhas na Serra Gaúcha, região marcada pela tradição vitivinícola. Em Santo Ângelo, uma residência está em fase final, enquanto em Porto Alegre outras duas casas seguem em obra. Em Gramado, seis projetos seguem em desenvolvimento, e outros três já estão previstos para 2026.
Essa capilaridade, somada ao foco exclusivo em projetos residenciais de alto padrão (diferencial que distancia a Mayresse Arquitetura de concorrentes que dividem sua atuação entre casas e empreendimentos verticais) reforça o posicionamento do escritório como referência no segmento e sustenta tanto a criação da Mayresse Lima como a expansão nacional da Mayresse Arquitetura.
“Nossos fornecedores dizem que não somos apenas um escritório de arquitetura, dizem que somos uma empresa. E isso faz toda a diferença para quem busca excelência”, afirma Shana.
Legado, afeto e futuro
A estreia da nova empresa de Cadu e Shana chega ao mercado no mesmo ano em que celebram também uma nova fase pessoal: o nascimento de Kimi, primeiro filho do casal. Um encontro simbólico entre criação profissional e criação de vida – com ambas marcando um novo tempo, mais maduro e mais luminoso. “É o maior projeto das nossas vidas, e vem acompanhado dessa expansão profissional, que nos enche de propósito”, assegura Shana.
É no diálogo entre propósito e horizonte, que estabelecem seu legado: construir casas que acolhem, permanecem e contam histórias que não se esgotam na primeira leitura.
Porque, para eles, arquitetura não é só abrigo. É destino.
Com quase 500 projetos residenciais assinados ao longo de duas décadas, Cadu é reconhecido pelo uso marcante do concreto aparente, pela ousadia volumétrica e pela constante busca por inovação técnica e estética. Foi premiado como Melhor Arquitetura Contemporânea da América Latina, distinção da Bortolini Móveis e, neste ano, conquistou o LIV Design Awards na categoria Resort Boutique com o Hotel Vale das Montanhas (Canela – RS)
Com uma volumetria ousada e a predileção por grandes vãos e balanços estruturais, Cadu Mayresse projeta casas que desafiam os limites da técnica. “Desde criança, valorizo os desafios. O básico não me atrai. Muitas vezes parto do que parece impossível de ser construído e vou moldando até chegar à fase em que o projeto literalmente para em pé”, afirma.
Entre os projetos que simbolizam a essência da Mayresse Arquitetura está a Casa do Mar, em Xangri-lá, no litoral gaúcho, obra que representa não apenas a liberdade criativa, mas também a confiança e o respeito mútuo entre arquiteto e cliente.
Para os próximos anos, o arquiteto planeja consolidar a atuação em novos mercados no Brasil e no exterior, como Estados Unidos e Emirados Árabes, com projetos residenciais que mantenham o DNA autoral e a atenção aos detalhes. “Meu maior objetivo é continuar fazendo casas que tenham a capacidade de transformar a vida de quem as habita e que se tornem legados arquitetônicos”, afirma.
“Buscamos destinos onde a vida acontece em camadas – natureza, infraestrutura, bem-estar e um potencial de valorização que é consequência, não objetivo”.
Conteúdo publicado na edição 64 da revista Gente que Faz:
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