
Empreendedorismo e associativismo pautam a jornada de Marcos Mallmann
Publicado em 29 de janeiro de 2025
Ele sonhava ser jogador de futebol e ter o seu próprio negócio. Realizou ambos e segue engajado quando o assunto é empreender e contribuir em projetos que, acredita, fazem a diferença na sociedade
Para definir o empresário Marcos Mallmann, poderia-se dizer, em poucas palavras, que é alguém que nunca perdeu a sua essência e sempre acreditou nos seus sonhos. Filho de mãe produtora rural e pai metalúrgico, ele saiu do interior de Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari, para construir a sua história no empreendedorismo e no associativismo em Lajeado.
Depois de trabalhar na agricultura e na metalurgia, aos 18 anos Mallmann encontrou o caminho que seria o rumo da sua história. Foi nessa época que ele ingressou na área de vendas, por necessidade, e no futebol amador, por paixão.
Uma área complementou a outra e forjou o empresário que se tornou.
– Eu comecei a trabalhar com vendas em loja de materiais de construção e também a jogar na categoria junior, e depois profissional, do Lajeadense. Quando eu percebi, aos meus 24 anos, que eu não teria muita possibilidade de ir para um time grande, e como já tinha experiência como gerente de loja, eu entendi que era hora de investir naquele sonho que eu tinha desde pequeno, que era ter o meu empreendimento e começar um projeto para mim e para a minha família – relembra.
Isso acabou se tornando realidade em 1989, com a abertura da CBM, uma loja de materiais de construção, num espaço de 40 metros quadrados, no Bairro Montanha, em Lajeado. Em 1995, a loja se tornava especializada na parte elétrica até que, em 2000, passou a ser segmentada nas linhas de iluminação e hidráulica. No ano de 2017, um novo ciclo para a CBM, inaugurando endereço no Bairro São Cristóvão.
Todos estes movimentos sempre andaram – e seguem andando – conforme o que sinaliza o mercado.
– Com o tempo, o mercado foi mudando e fomos nos adaptando. O poder de mudar a economia não é teu, isso está nas mãos do governo. Então, eu sempre escolho olhar para frente e me preparar para encarar o que está por vir – relata.
O próximo desafio é tornar a CBM, que está há 35 anos no mercado, uma home center. A empresa já trabalha com materiais elétricos, hidráulicos, iluminação decorativa, linha de segurança, ferramentas, energia solar fotovoltaica e, aos poucos, introduz os utensílios para o lar. Conforme Mallmann, a transição pretende fazer da CBM reconhecida como uma loja que deixa “a sua casa mais completa”.
– Meu sonho é criar uma rede e, quem sabe crescer, criar filiais em outras cidades do Vale do Taquari – revela.
Envolvimento comunitário
Além de conhecer profundamente o mercado, viagens e participações em feiras em diferentes continentes dão a Marcos Mallmann a expertise para conduzir os negócios. Outra grande escola sempre foram as entidades. Mallmann já presidiu o Sindilojas, a Construmóbil, o Clube Sete de Setembro e a Associação Gaúcha de Comércio Varejista de Materiais Elétricos.
– Isso herdei do meus pais, aprendi que deveria me envolver nas comunidades. Quando eu abri minha loja, já me associei ao Sindilojas, CDL e Associação Comercial, porque entendia que, além de buscar conhecimento nessas entidades, eu deveria dar a minha contribuição.
Atualmente, Mallmann está presidente do Lajeadense. Essa relação é quase um acerto de contas.
– Eu saí da minha casa, no interior, ainda muito jovem, e o Lajeadense foi uma segunda casa para mim, onde ganhei a minha comida. Lá também aprendi que, por melhor que eu me preparasse, por vezes, teria um adversário que estaria melhor preparado do que eu. O futebol te ensina a ganhar, a empatar e a perder. E numa empresa não é diferente – assegura.
Projeto de futuro
Para o futuro, o Lajeadense permanece nos planos de Mallmann. Ele sonha colocar as contas do clube em dia e reabrir categorias de base para que jovens possam frequentar a escolinha de futebol em turno inverso à escola.
Da empresa, ele não espera se aposentar tão cedo, apenas, junto com a esposa Anibel, ir diminuindo o ritmo, delegando a CBM para a gestão das filhas Eduarda e Daniele.
– Eu não reclamo da vida. Nunca sonhei, quando jovem, conseguir tudo o que conquistei. Tenho que retribuir e agradecer a Deus todos os dias o que de bom eu recebi – afirma Mallmann, grato pela vida, bem como pelas oportunidades e desafios da jornada.
Conteúdo publicado na edição 61 da revista Gente que Faz:
Tags relacionadas
associativismoCBM LajeadoempreendedorismoMarcos MallmannComente
Compartilhe!
POSTS RECENTES

No Benjamin, há algo que transcende o cardápio
Na cadência acelerada dos dias, há convites que não apenas interrompem a agenda, eles a elevam. Foi assim com nossa recente visita ao Benjamin Osteria Moderna, um endereço que reafirma sua posição entre os grandes nomes da gastronomia do sul ao mesmo tempo em que inaugura uma nova fase: mais sensorial, fluida e contemporânea. Entre […]
LEIA MAIS
Celadon inaugura no Shopping Iguatemi
QUE LUXO! Famosa pela curadoria das louças mais exclusivas do mundo, o abre-portas se dá amanhã, dia 29 de abril Fundada em 2022 pelos gaúchos Michael Xavier, Ramiro Rossari e Claudio Rossari, a Celadon se consolidou no mercado de tableware com uma curadoria precisa de louças e utensílios para a mesa. Marcas como as italianas […]
LEIA MAIS
Dois refúgios singulares na Riviera secreta da Itália
Cuide para não descobrir tarde demais! Entre montanhas suaves e águas cristalinas, um raro duo de hotéis à beira do Lago de Lugano transforma o conceito de refúgio em pura arte. No mesmo complexo, Aria Retreat & Spa e Parco San Marco oferecem duas maneiras de habitar o silêncio, o tempo e a […]
LEIA MAIS













