Dubai, um oásis global

Um oásis global que descerra a arte do acordo

A extraordinária Dubai impressiona o mundo com seu planejamento urbano e sua vida sociável.  Construída quase inteiramente nos últimos 40 anos, a conectividade rapidamente nos coloca do aeroporto mais movimentado do mundo, através de um sistema de metrô eficiente e de uma rede rápida de estradas, frente aos muitos vieses da brisa deste deserto.  Dubai é fácil de atravessar, com as praias a apenas 20 minutos de viagem do centro da cidade, o deserto a mais 20 minutos e as montanhas a menos de 90 minutos. Em suma, Dubai tem uma infraestrutura de capital maior em escala íntima.

Dos surpreendentes novos arranha-céus e sol o ano todo, há ainda muito mais a oferecer na cidade, à medida que novos moradores povoam o emirado com instituições culturais, empresas, ícones do design e expoentes de hospitalidade e varejo. Hoje, uma Dubai de muitas oportunidades para uma qualidade de vida diferenciada atrai emigrantes bem exigentes.  Menos de 1% do PIB atual é derivado do petróleo e sua riqueza, agora, provem de bancos, serviços financeiros, propriedades, comércio, aviação e inovação. Dubai combina mais tratados tributários do que Suíça, Cingapura e Liechtenstein, com uma estrutura regulatória e judicial de primeira classe.  Acrescente a isso sua reputação como uma das cidades mais seguras do mundo.

Mais de 200 nacionalidades de expatriados que representam 90% da população, com uma taxa de alfabetização de 99,5 entre o segmento de 15 a 24 anos, tem feito de Dubai um ótimo lugar para fazer negócios. No epicentro donde mentes abertas são bem-vindas, a cidade é ator vital na nova economia. Lar de mais de 100 empresas de fintech internacionais e regionais e 100 empresas de blockchain, ela planeja ter o primeiro governo movido a blockchain do mundo e se tornar a capital de fintech do mundo. Atraindo pessoas motivadas, curiosas e interativas, a cidade tem sido ponte para todas as esferas da vida, transformando-se em uma capital global também para as indústrias criativas e as artes.

Sob o prisma de “construa e eles virão” e na hegemonia do acordo, nos negócios Sua Alteza Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e governante de Dubai, dá show. Em 2021, lançou uma estratégia para transformar Dubai na capital mundial da economia criativa e no centro global da indústria cultural até 2025. Com isso, a contribuição da indústria para o PIB dobrará para 5% e o número de empresas criativas aumentará de 8.300 para 15.000. A estratégia inclui a atualização do ambiente jurídico e de investimento necessário para estimular o crescimento. Conforme algumas publicações, num aparte, talvez também as dores de cabeça em família do Sheikh pudessem ser menores sob esta égide do acordo.

 

No planejamento para o sucesso, o masterplan original de Dubai inclui bairros temáticos para indústrias específicas. Sabendo que as comunidades criativas são fundamentais para uma economia saudável, dessas mais de 25 “zonas francas” (bairros que oferecem aos estrangeiros 100% de propriedade de empresas e isenção total de impostos), nove compõem a Autoridade de Desenvolvimento de Dubai. Dentro dele, novos negócios podem optar por ocupar as cidades de Internet, Mídia, Produção, Estúdio, Terceirização, Conhecimento, Acadêmico Internacional, Ciência e Design.

Palm Jumeirah

“Tome a sabedoria dos sábios, é preciso um homem de visão para escrever sobre a água. Nem todo mundo que monta um cavalo é um jóquei. Grandes homens sobem para desafios maiores.”

No turismo, uma dos projetos mais audaciosos do nosso tempo encontra-se justamente em Dubai, as Palm Islands, sendo que a primeira a ser construída foi a Palm Jumeirah. Dentre as inúmeras megaconstruções com fins turísticos, Palm Jumeirah aumentou em 56 Km a costa de Dubai que era de apenas de 72 Km. Se juntássemos toda areia e rocha utilizadas nesta construção seria possível erguer uma parede de 2,5 metros ao redor da Terra. Com empreiteira holandesa, em 2001 deu-se início à megaobra, com o seu fim projetado para entre 2011 e 2016. Quando as edificações da ilha foram mostradas ao público, todas foram vendidas em apenas três dias e em 2006 os primeiros proprietários, donos de mansões multimilionárias, condomínios e alguns dos melhores hotéis do mundo, começaram a mudar-se para a ilha.



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