Um destino para quem busca o pós-luxo

É bom demais quando o estilo desconhece geografias manjadas e surpreende. Viagem é prazer, mas quando vem acompanhada de distinção, parece saciar mais a alma de quem busca o diferente.  Deixe a São Paulo dos arranha-céus para trás e venha conosco para o idílio que só este pós-luxo pode proporcionar. Quer descobrir o porquê?

Deixamos o aeroporto e percorrendo uma excelente rodovia por aproximadamente 2 horas, chegamos a um enclave de 700 hectares próximo a Campos do Jordão.  No charmoso Valle dos Mellos, todos conhecem o endereço e os diferenciais do Botanique Hotel, um retiro que se ocupou de impressionar no coração da Mantiqueira.  Imagine um grande portão abrir-se e você já se sentir encantado por esse pedaço do Triângulo das Serras. Não há check-in, só um carrinho elétrico que lhe busca na primeira casa que aponta, toda em vidro, para lhe dar as boas-vindas.  Contivemos a ansiedade e ainda nos deliciamos com o cinema no andar inferior, proposta para as noites que viriam.  Desta casa os automóveis não passam e seguimos para o prédio principal no carrinho elétrico, acompanhando o competente descritivo do colaborador Eurico, já há cinco anos integrando o staff do endereço.  Viemos para descobrir a vida após o luxo. O que encontramos? Em frente ao hotel – sim, isso mesmo, em frente, mais de 300 canteiros de horta proporcionam o ‘farm to table’ no Botanique. Claro, a produção é farta e são apenas seis suítes e 11 vilas para os hóspedes, portanto o excedente é compartilhado com outros hotéis da região.

E, enfim, imponente se mostra a joia no topo da montanha.  O Botanique Hotel &Spa é destino e não há como pensar em deixá-lo já após este tête-à-tête inicial. A sua brasilidade impacta na sofisticação que desnuda.  O luxo é 100% brasileiro e traduz muitíssimo bom gosto na pedra, no vidro, na madeira, na arte e na elegância.  O corpo central do hotel concentra bar, restaurante, spa, seis suítes e biblioteca e revela uma visão arrebatadora da paisagem.  Porém todo o DNA que nos acorda traz é Fernanda Ralston Semler, coproprietária, com seu esposo, o empresário Ricardo Semler. Fernanda não se deslumbra com grifes e excessos e ressignifica o luxo com razão de ser. Em certa oportunidade afirmou: “As aquisições estão fadadas a uma temporada, a uma coleção. É um investimento de desilusão.”

 

 

                                                             

                         


Mas o que quer dizer Fernanda com a brasilidade eloquente no lugar, com o conceito farm to table, com o decor sem mármores, tapetes persas, grifes estrangeiras nas amenities, com ode total à arte brasileira, às cachaças, aos vinhos de nosso país?


 

                                                                                        

Ela quer dizer que o pós-luxo se relaciona muito mais a uma memória do que a uma compra. É um investimento, antes de ser um deslumbre. O Botanique é o luxo do nosso Brasil!  Sua arquitetura é assinada pela renomada Cândida Tabet, que registra sua assinatura em ambientes atemporais, independentes de tendências e cheios de personalidade. Seus interiores trazem designers nacionais (bairristas que somos, amamos o bar e o painel do restaurante assinado pela nossa incrível gaúcha Heloísa Crocco), com curadoria de Adélia Borges, assim como as obras de arte têm curadoria de Ricardo Trevisan e a música ambiente, de Antoine Midani. A flora da região perfuma o hotel com linha de produtos exclusiva, a biblioteca traz célebres escritores, raros, clássicos ou contemporâneos, mas todos nacionais, e a gastronomia ‘do campo para a mesa’ traz o trabalho exímio do chef Gabriel Broide, que depois de cozinhar com Laurent Suadeau, Alex Atala e Daniel Boulud, está à frente do “Mina”, restaurante do hotel, produzindo uma inventiva e repaginada cozinha brasileira.  Do cordeiro desfiado ao uso de uvaia, grumixama ou pimentas raras, tudo é desenhado para o prazer de comer bem, com o objetivo do deleite no lugar da pirotecnia. É a busca do pós-luxo na cozinha também.

Eurico também nos acompanhou à nossa vila, uma das onze que exibem desenhos, ambientes e tamanhos variados, com até quase 300 m² cada. Com todo conforto e uma varanda encravada na floresta (uma delícia é o café da manhã privativo neste lugar!), possibilita uma escada com acesso à banheira externa que pode ser aquecida a 60º e pergolado com rede. Plantas especiais evitam pernilongos e o staff sempre a postos não mede esforços com uma decoração especial para este momento privativo e singular no coração desta mata. Sabe quando a gente tem a certeza de que o tempo é realmente o bem mais precioso da vida? Imagine você que no quarto há um conjunto de apitos para aves silvestres, com o guia e o descritivo de quais aves você pode convidar ao seu deleite. Na cabeceira da cama, um livro previamente escolhido aguarda sua atenção, um licor e uma cachaça da região lhe convidam à degustação, um frigobar abastecido está inserido na sua diária, a cama com lençóis cujos fios o abraçam…

SPA com tratamentos e equipamentos inéditos no mundo

O Spa Botanique está entre os 25 melhores do mundo segundo o jornal britânico The Daily Telegraph! Brasileiríssimo nos detalhes e nos cheiros, nos rituais e nos serviços, proporciona uma sauna seca individual com um grande vidro do teto ao chão, que não embaça com a alta temperatura e permite avistar plenamente a paisagem circundante, assim como na piscina aquecida a 28º, com sais minerais e sem cloro. Interessantíssimo é o tratamento de relaxamento profundo, em uma banheira com 700 kg de sal mineral, onde você flutua e relaxa muito, mas o menu de terapias é vasto e tentador.

Serviço: Botanique Hotel &Spa
Campos do Jordão – SP
Fone: 12 3662 5800 e 12 3797 6877

Dica:

O hotel oferece gratuitamente, para quem opta pelo pacote de pensão completa, atividades como aulas de tênis, personal trainer, tour de mountain bike, trilha, passeio a cavalo, no horário que convier.  Considerando que o lugar encravado entre as montanhas é um paraíso de relax, a gastronomia idem, considere a sugestão sem pestanejar.

 

Valorização do entorno

No Botanique, os funcionários são todos moradores locais e os pequenos produtores são os principais fornecedores dos alimentos da cozinha do hotel.  Além disso, os Semler construíram uma capela e revitalizaram algumas praças. Eles também levaram para a escola pública o modelo da Lumiar, um sistema educacional criado em 2003 por Ricardo, cuja metodologia de ensino, baseada na experiência, na vivência e em projetos, foi escolhida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como uma das 12 escolas mais inovadoras do mundo.

LEIA MAIS:

http://gentequefaz.com/o-luxo-com-razao-de-ser/

http://gentequefaz.com/um-destino-para-quem-busca-o-pos-luxo/

 

Conteúdo publicado na edição 43 da revista Gente que Faz|Por Neiva Schneider|Fotos próprias e de divulgação



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