Marly Diehl: 25 anos de amor pelas quadras



 

O alto astral e a vitalidade de Marly Diehl não enganam: ela tem uma vida ativa e saudável e uma felicidade que poucos conseguem manter com o passar do tempo. As razões? Uma família feliz e os 25 anos da prática de tênis, o esporte que entrou em sua vida como diversão e virou uma carreira

Fotos Ismael Dietrich

O primeiro contato veio nas quadras de Xangri-lá, num clube de moradores. “Era uma brincadeira. Depois disso eu comecei a tomar aulas e aos 35 anos de idade fui convidada pra dar algumas aulas na Soges, em Estrela.” Hoje ensina aspirantes ao tênis na Soges, na Amel e no Clube Tiro e Caça, já somando centenas de alunos no decorrer do tempo.

Marly se emociona ao contar sua história. Tem alunos que começam na infância, outros, já adultos, encontraram no tênis uma válvula de escape. É a prova de que não existe um limite de idade para a prática. Ensina para todas as idades, dos 4 aos 50 anos. “Todos que fazem aula comigo, se tornam meus amigos e formamos uma grande família.”

Ensinar é um prazer cada vez maior. Prestes a completar 60 anos, apaixona-se cada vez mais. Prova disso é que mantém o mesmo número de alunos desde o começo. Esse ano chegou a dar sete horas de aula em um dia. Seu único medo é com as lesões e, por isso, pega leve, direcionando alunos mais fortes para outros professores.

Mesmo com o tênis tendo se popularizado, ainda percebe que a modalidade feminina ganha pouco destaque. Por isso, fomenta encontros do Clube das Veteranas, além de torneios e happy hours de alunas suas. “Todas as modalidades merecem ser enaltecidas. Só pelo fato de estarmos na quadra, já somos vitoriosos.” Somada à saúde gerada pelo esporte, a alegria de estar entre amigas é outra grande vantagem.

A veterana conta que o tênis é um exercício completo, muito bom para a musculatura. Pesquisas apontam que a necessidade de atenção durante a prática é uma grande prevenção para o Alzheimer. Dominar a técnica não é uma missão tão simples. Um bom tenista surge depois de cinco anos de muita dedicação.

Entre seus maiores feitos estão o fato de já ter competido em cinco países, ter assistido in loco o torneio de Roland Garros, onde ainda pôde treinar em clubes ligados à competição. Mas seu maior desejo está no futuro: ensinar o neto a praticar e, quem sabe, seguir pelo mesmo caminho.

Veteranas reunidas

Clube das Veteranas do Brasil, onde Marly é diretora social, reúne-se anualmente para integrar tenistas mulheres de todo o estado. No dia, elas praticam o esporte, trocam experiências e se divertem.  “Incluímos Lajeado e Estrela na agenda anual do Clube.” O evento de 2017 foi o terceiro em Lajeado.

Marly recebeu, no dia 1º de julho, as companheiras no Clube Tiro e Caça, em Lajeado. Elas passaram o dia entre a prática do tênis e finalizaram a integração com um almoço, que contou com show de bandas e um bolo especial comemorando os 25 anos da trajetória da veterana de Lajeado.

Texto Douglas Petry

Publicado na edição 35 da revista Gente que Faz

 

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