Budapeste e Viena: #partiu trip com as amigas

Europa foi o destino escolhido para a viagem mais recente de um grupo de amigas de Lajeado. Roteiro colocou em evidência a cultura e a gastronomia de duas charmosas cidades que, no passado, faziam parte do império austro-húngaro


Há seis anos, quando a Eduarda Maioli Giovanella se inscreveu para participar de um curso em São Paulo, um grupo de amigas de Lajeado (RS) resolveu que embarcaria junto. Curtiram tanto que no outro ano foram para o Rio de Janeiro. Decidiram então que era a hora de carimbar o passaporte. Os destinos escolhidos? Miami e depois Chicago (EUA).

Já virou tradição: uma vez por ano elas partem em uma trip pra lá de animada, sem filhos nem maridos – que, aliás, também viajam juntos, unidos pela paixão por motocicletas Harley Davidson. O número de participantes varia, conforme a disponibilidade de cada uma. Na última viagem, para Budapeste (Hungria) e Viena (Áustria), em novembro de 2017, foram sete. Além de Eduarda, também viajaram Elisa Ost Schmidt, Mariana Pretto Schmidt, Carla Barsé Giovanella, Gabriela Nicareta Gonçalves, Michele Inês Gonçalves Merlin e Erica Klain.

Na época, os filhos da turma tinham de nove meses a nove anos de idade. “Para evitar que a saudade aperte demais, sempre limitamos a saída em uma semana. Mas chega no final e só pensamos nas crianças, só queremos procurar lembrancinhas para elas e não aproveitamos mais o passeio”, explica Mariana. “E depois desse tempo já é muito bom voltar para casa. Está todo mundo amando a mãe, falando da falta que fizemos”, diverte-se Eduarda.

Diferente de anos anteriores, com roteiro mais focado em compras, em Budapeste e Viena a programação teve uma pegada mais cultural e gastronômica. Créditos para a amiga que é expert no assunto, a Erica, da Mug Viagens.

“Um dos pontos interessantes de fazer esses dois países é poder perceber os reflexos da sua história política. Juntos eles formavam o império austro-húngaro, que depois da guerra se dividiu na Áustria capitalista e na Hungria comunista. E é muito visível esse contraste”, analisa Erica.

Na viagem, a “cereja do bolo” ficou por conta de uma oportunidade que surgiu de última hora: uma noite com show do tenor italiano Andrea Bocelli, acompanhado da Orquestra Sinfônica de Budapeste. “Foi emocionante. Ele começa contando sua história de superação, falando sobre a perda da visão na infância. E, quando solta a voz então, é algo inexplicável”, recorda Gabriela.

 O roteiro por Budapeste

As amigas reservaram grande parte do tempo para Budapeste, onde ficaram cinco dias. Fundada em 1873, a capital da Hungria é fruto da fusão das cidades de Buda e Ôbuda, na margem direita do Rio Danúbio, com Peste, na margem esquerda. Sobre o rio fica a incrível Ponte das Correntes, ainda hoje ligando as duas partes.

Um dos memoriais mais tocantes aos judeus mortos na 2ª Guerra Mundial é o ‘Shoes on the Danube”

Sachertorte, a torta de chocolate mais famosa de Viena

Lá, elas visitaram o Parlamento: edifício mais representativo da cidade e um dos mais famosos da Europa, sendo o terceiro maior do gênero no mundo. Construído entre 1884 e 1902, possui 691 salas e é decorado com ouro de 22 e 23 quilates e meio milhão de pedras preciosas.

No dia seguinte, a turma passou o dia em Buda, com um tour guiado a pé, com uma guia local que falava português. As amigas estiveram no Castelo de Buda, que no passado também era chamado de Palácio Real. É um castelo histórico dos reis húngaros em Budapeste. Seu entorno é famoso pelas casas e edifícios públicos medievais, barrocos e oitocentistas. Em 1987, ele foi classificado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), como Patrimônio da Humanidade.

“A Hungria tem inúmeras riquezas. Também é conhecida mundialmente por suas fábricas de porcelana e por fornecer as louças para as festas de casamento da realeza britânica. Ainda em Buda, almoçamos no restaurante do Jamie Oliver. Estava excelente: ambiente super legal e comida maravilhosa. Ao sair, aproveitamos para visitar a Herend Shop, loja de louças da família real húngara”, lembra Erica.

Além destes pontos, passaram ainda pela Rua Váci (principal local de compras da cidade), Mercado Público de Budapeste e águas termais.

Michele Merlin, Erica Klain, Mariana Schmidt, Carla Giovanella, Eduarda Giovanella e Elisa Schmidt em frente ao Castelo de Buda no rio Danúbio, no passado também chamado de Palácio Real, em Budapeste

Restaurantes estrelados e culinária local

Na capital húngara, as viajantes apreciaram os sabores de renomados restaurantes do país. Já na primeira noite, jantaram no Spoon, que está instalado em um grande barco ancorado no Rio Danúbio bem em frente ao Castelo de Buda, com uma vista privilegiada da cidade. Também degustaram as delícias dos sofisticados Costes Downtown e Nobu (ambos ostentam uma estrela Michelin). E provaram os conhecidos bolos do New York Café, ponto famoso por receber escritores e influencers.

Buddha Bar, em Budapeste. A pegada moderna e o bar no segundo andar , bem como a gastronomia fusion asiática e a excelente carta de vinhos, consquistaram as amigas viajantes

Buddha Bar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre os restaurantes, as amigas elogiaram muito o Buddha Bar. “Tem uma pegada moderna e um bar no segundo andar. Serve comida asiática fusion e tem uma excelente carta de vinhos. Espumante, é claro, não faltava nas nossas mesas”, conta Erica.

Mas nem só de restaurantes premiados foi feita a viagem. Para conhecer a culinária local, também provaram comidinhas de rua. Nesta época do ano (novembro), Budapeste organiza as feirinhas de Natal em frente à Basílica de St. Stephen, onde a turma se encantou com toda a delicadeza do tradicional sorvete servido em forma de flor.

Elas também adoraram o chimney cake, pão doce de massa fina enrolado e assado em um cilindro, servido ainda quente com algumas opções de cobertura. “Lá faz muito frio em novembro, quase pegamos temperaturas negativas. E nesse clima é muito bom comer esse pãozinho“, lembra Michele.

Outra dica das amigas são os pratos com páprica, muito comuns na Hungria. Elas observaram que, diferente do tempero como conhecemos no Brasil, ele não é tão marcante e dá um toque especial aos alimentos.

 

Tour de um dia por Viena

O grupo teve um dia de programação na capital da Áustria. Além de um passeio de charrete pelo centro de Viena, visitou o Castelo da Sissi. Nele viveu Isabel da Baviera, a Sissi, que foi imperatriz da Áustria e rainha da Hungria. Sua história, inclusive, até já virou tema de filme.

O passeio de charrete em Viena fez parte do contexto

No roteiro, também teve o clássico chá com a torta sacher, servida no Café Central. É de lá a receita original, produzida artesanalmente há mais de 180 anos. Esta especialidade austríaca se destaca pela leveza, pois não leva farinha. É coberta por uma ganache de chocolate amargo e recheada com geleia de damasco.

Assim como em Budapeste, a turma ainda aproveitou para explorar as feirinhas da época, os Mercados de Natal. Na opinião delas, a mais interessante é a que acontece na Rathausplatz (praça em frente à prefeitura de Viena). Com pista de patinação no gelo, iluminação, decoração natalina e várias barraquinhas de comida e artesanato, o lugar é perfeito para entrar no clima natalino europeu. Foi onde experimentaram o hot forest – bebida típica do país, uma espécie de “quentão” com sabor de fruta. É possível comprar a mug (caneca) e depois continuar bebendo no sistema de refil.

Foi neste clima natalino, curtindo as delícias do frio europeu, que as amigas se despediram de Viena. E como todo bom viajante, agora elas estão só na expectativa para definir qual será o próximo carimbo nos passaportes da turma.

 

Texto Josiane Weschenfelder Rotta

Publicado na edição 39 da revista Gente que Faz

 

 



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