Bonsoir, Le Pré Catelan, no Rio de Janeiro

Sim, Bonsoir com nostalgia, com gosto de quero mais, com pupilas degustativas embriagadas pela competente efusão de sabores permitida  pelo chef Roland Villard e sua valorosa equipe, no prestigiado restaurante Le Pré Catelan, no Rio de Janeiro. Sua cozinha poderia ser palco de show, aplicando técnica francesa, sim, mas ousando maravilhosamente na paixão pelo Brasil.

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Um jantar no Le Pré Catelan do hotel Sofitel, em Copacabana, Rio de Janeiro, é  sempre uma ocasião muito especial. É considerado um dos melhores franceses e um dos mais bem conceituados restaurantes na gastronomia brasileira. O prestigiado Guia Verde Michelin – Rio de Janeiro o apontou como uma referência gastronômica imperdível, sendo que o menu “Viagem Gastronômica à Amazônia” mereceu atenção especial, tendo sido descrito como “fenomenal” pela publicação.  É, porém, após o bonsoir de boas-vindas de uma competente equipe, que entendemos as razões de cada distinção.

Primeiramente ganhamos o mar no horizonte de Copacabana.  Em seguida, detalhes dos ambientes: lustres de cristais austríacos Swarowski e madrepérola importada das Filipinas revestindo o bar. Apresentam-se o maitre Molina e o sommelier Jean Pierre. Conta Pierre que “a escolha de um vinho pode ressaltar todas as qualidades de um prato ou de um ingrediente, mas também pode destruí-las” e que um de seus maiores prazeres é harmonizar os vinhos com os pratos criados pelo chef Villard. Entre mais de 40 rótulos franceses, incluindo os austeros e sofisticados Bordeaux, os do Loire, os da Borgonha, região conhecida pelos melhores chardonnays do mundo, os famosos tintos de Côtes du Rhône e os da Alsace, há também vinhos portugueses, como os típicos vinhos verdes e os brancos maduros, com mais maciez e corpo. E, do sul, foram eleitos Dal Pizzol, Casa Valduga e, com certeza, os espumantes da Cave Geisse.

Surge, então, Roland  Villard. De simpatia ímpar, conjuga  sua equipe e estrutura como se fosse a mais perfeita sintonia. Sob sua batuta há 16 anos, em 2012, o  Le Pré Catelan, além de tantas outras distinções, recebeu a cotação máxima de três estrelas no Guia Frommer’s Brasil 2012/2013 e almejadas duas estrelas no Guia Quatro Rodas. Pois Roland, que é o único chef da América Latina a fazer parte da Academia Francesa de Culinária, desafia combinando sabores brasileiros às suas técnicas, numa haute cuisine que é uma verdadeira declaração de amor ao Brasil. Bem, temos que dizer que durante nosso bate-papo também soubemos que seu coração foi conquistado pela brasileira Georgeana Mello,o que talvez corrobore sua superação na cozinha moderna e criativa.

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O primeiro desafio? Sopa de couve-flor com espuma de gorgonzola e bavaroise de banana com frutos do mar. Os sabores foram perfeitos anfitriões da trilogia de crustáceos: vieira e lagostins grelhados com chutney de tomate seco, lagosta ao molho de champagne e ervas frescas e camarão grelhado sobre leito de palmitos ao pesto e caviar mujol.  Em seguida, ousadia pura, mas que sabor no duo de foie gras grelhado com pinoli e ameixa, tapioca e goiaba e ballantine de foie gras com nozes. O Menu Arroz e Feijão e o Menu Amazônia, utilizando produtos tipicamente brasileiros em pratos da haute cuisine, são receitas inusitadas que honram nossa riqueza brasileira de sabor e enriquecem nossa cultura, nossa gastronomia. A paixão de Roland se superou na criação de sugestões como o Peixe Pirarucu em crosta de caju e caldo de tucupi e jambu, no carré de Tambaqui com batata baroa defumada e molho de ervas, este de sabor supremo. Hum, e não posso esquecer do sorvete de murici, essa frutinha sublime da Amazônia. Veja os sabores da riqueza de nosso país, desconhecidos para a maioria dos brasileiros, que descobriu ele!

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Viria, então o grand finale?!   Quase lá. Carré de cordeiro grelhado com panqueca de milho verde e kafta de cordeiro e,  então sim, a sobremesa eleita como a melhor do Rio em 2010, pela Veja, suflê de  chocolate meio-amargo numa casca crocante, servido com sorbet de framboesa e sorvete de baunilha – impossível resistir.

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Delicados sabores afinados passaram com desenvoltura no palco show de nossa mesa e então chega a  hora de parabenizar Roland Villard. E aí surge ele, nos convidando para um passeio derradeiro em seus domínios. A cozinha, enorme, com suas salas, frigoríficos, centros de trabalho e diferentes espaços bem organizados,  exibe o centro nervoso da criação: sua sala e um anexo, bem ao seu lado. É lá que, basta agendar, quatro pessoas podem se aventurar na `Table du Chef`, de um dos melhores chefs do país,  até dizer: “obrigado, não mais consigo”.  A distinção está disponível aos ambiciosos de gastronomia ímpar e com reais a mais para o investimento. São somente quatro pessoas que acompanharão in loco toda esta orquestra que atua na linha de frente da boa mesa não só do Le Pré Catelan, mas de toda a cadeia alimentar do hotel Sofitel, na Avenida Atlântica. Entre pratos e taças -o grupo pode levar seus próprios vinhos sem cobrança de rolha -, verão fotos de Villard com personalidades como Pelé, livros e livros de gastronomia e ampla visão a toda a organização. Acredite, nessa noite não haverá limite de pratos, cores e sabores, o limite será sua decisão ou, ufa, até onde seu organismo permitir. A exclusividade custa aproximadamente R$ 450,00 para você vivenciar um momento único num dos mais sofisticados restaurantes brasileiros, com tudo preparado na hora e servido pelo chef em sala distinguida. Não espere, aqui na Table Du Chef, requinte de ambiente, é requinte no prato e na significação do momento. Não pude deixar de imaginar o quanto devem se preparar estes comensais para esta noite de babette, pois nos cenários do restaurante já somos testados à exaustão em nossos limites, de sabor e pratos em sequência.

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E, sim, precisávamos deste passeio pelos domínios do sabor de toda a estrutura Sofitel, pois no restaurante, sobre nossa mesa, macarrons e petit fours produzidos com nobres ingredientes  nos esperavam. Somente o que for distinguido com muita qualidade é incluído na produção. Basta vermos que na panificação é utilizada fermentação natural a base de maçã, todo o chocolate é o belga Callebaut, a farinha é importada da França – como a farinha La Soleilanne, utilizada no preparo de croissant, pain chocolate, pão integral e outras guloseimas.

Sem dúvidas, a ocasião é soberba, toda equipe e todo detalhe se sobressai  e é mais tarde, quando sobrar a nostalgia de cada sabor, que entendemos verdadeiramente a grande máxima escrita em  francês no menu do Le Pré Catelan: “Uma mesa deve ser feliz e fazer os outros felizes”.

Por Neiva Schneider



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